Zeskamp, os jogos inter coloniais Holandeses

Nada mais holambrense do que se sentar na varanda, tomar uma xícara de café com speculaas e contar causos do passado. Quando eu faço isso com a minha família, revivemos muitas memórias engraçadas, de coisas que só existem aqui em Holambra.

Esta semana, em clima de um Zeskamp que não aconteceu, relembramos nostálgicos dos jogos que ficaram na história. Jogo como aquele, do fusca, que tinha uma direção invertida… Virando-a para a direita, o veículo se movia para a esquerda. Se virasse para a esquerda, o fusca ia para a direita. E, tendo que percorrer um longo trajeto até a vitória, o jeito foi usar a criatividade. “Maritha, segura firme a direção!” – grita meu pai, que jogou desde o primeiro Zeskamp, em 1976, até 1981. E então, ele, acompanhado por Harrie Walravens e Martinho v. d. Groes, erguem a traseira do veículo, e rapidamente o empurram até final! Que sacada! E Holambra I vence com folga!

Pessoas participando de jogo do Zeskamp
Colônia de Não Me Toque (RS) participando do primeiro Zeskamp, realizado em Holambra I, em 1976

Para quem ainda não sabe do que eu estou falando, Zeskamp é a Olimpíada Inter colonial das comunidades holandesas no Brasil: Holambra I e Campos de Holambra, em São Paulo; as paranaenses Castrolanda, Carambeí e Arapoti e a gaúcha Não-me-Toque.

Equipe de Carambeí jogando Zeskamp
Equipe de Carambeí jogando Zeskamp sob muito frio e neblina. (Zeskamp 2013 em Arapoti).

Cada ano, uma colônia sedia o evento, que sempre acontece no mês de julho. Holambra, a mais empolgada de todas, junta uma legião de fanáticos para participar e torcer, mesmo que a competição ocorra há mais de 1.100km de distância.

participantes do jogo de zeskamp em Não Me Toque
Equipe de Holambra I sempre foi muito boa em jogos em que coordenação era crucial. (Zeskamp 2005 em Não Me Toque).

As provas desafiam as equipes de competidores, compostas por 20 atletas e um técnico. Força, resistência e sagacidade são pré-requisitos para ser um dos escolhidos – atributos indispensáveis para a realização dos seis jogos da gincana.

Equipe de Campos de Holambra (antiga Holambra II), durante jogo simulando a viagem de navio com a mudança dos imigrantes. (Zeskamp 2008 em Holambra).

Aqui em Holambra, nossos jogadores participam de um treinamento, durante os dois meses que antecedem a competição. Talvez esta seja a razão de sermos a colônia que mais acumulou troféus em jogos de Zeskamp até hoje.

Garota participando de jogo de Zeskamp em Castrolanda
Eu também participei do Zeskamp algumas vezes. Aqui, durante jogo em Castrolanda, em 2004.

É inegável que Holambra pareça um oásis em meio às outras cidades brasileiras. Temos um jeito tão único de ser e agir, que só morando aqui para saber. Coisas como o Zeskamp, por exemplo, que mesmo sendo um evento exclusivo para holandeses e descendentes, reúne centenas de holambrenses para torcer pela nossa cidade!

Moinhos de vento sendo construídos em jogo de Zeskamp
Em 2008, ano de comemoração dos 60 anos de Holambra, as equipes tiveram que construir moinhos de vento com fardos de feno.

Quer saber mais informações sobre o Zeskamp e as outras colônias holandesas no Brasil? Acesse: https://www.acbh.com.br/zeskamp/ 

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Ivonne de Wit

Ivonne de Wit

Idealizadora do Portal de Holambra, o mais completo e atualizado portal de informações turísticas de Holambra. É nascida em Holambra e descendente de holandeses. Formada em turismo, atua na área desde 2002. Leia mais sobre a autora...

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